"Filhos de puta são melhores porque podem escolher seus pais". Essa é uma das muitas frases que nos colocam para pensar na deliciosa leitura que o livro “A Vida pela Frente” nos oferece.
Ler isso me colocou para imaginar o quão assustador e, ao mesmo tempo, libertador pode ser a vida sem as referências que nos são impostas desde de o início da nossa vida aqui.
Toda liberdade é assustadora porque só temos a nós mesmos para nos apegarmos.
Toda liberdade é maravilhosa porque só temos a nós mesmos para nos apegarmos.
Para e pensa: quem é você quando você se livra dos pensamentos e comportamentos que você tomou como seus depois de aprendê-los com os outros?
O que você tomaria no café da manhã? Será que você sequer tomaria café da manhã?
Identificar isso e, aos poucos, reconhecer quais dessas imposições te limitam é um exercício de transformação surreal.
Como você viveria o seu relacionamento se não fossem as coisas que você replica - quase sempre sem perceber - do casamento dos seus pais? Ou que você age de forma exatamente oposta ao que você observa no casamento deles justamente para dizer que é diferente?
Quem seria você, livre desses vieses, vivendo o seu próprio casamento? Vivendo a sua própria vontade, de modo geral?
A reflexão vale para a sua vida profissional, suas amizades e, principalmente, para tudo que você faz por você e com você mesmo.
Eu gostaria demais que a gente pudesse entender e agradecer pelas boas referências que tivemos, mas, que em algum momento, pudéssemos decidir nos limparmos disso diante da oportunidade de apertar um botão de reset.
Isso porque tudo o que aprendemos nos dá base mas também nos limita.
Nos define mas não é necessariamente quem realmente somos.
Eu, quanto mais penso sobre cada ano que aumenta a minha idade, penso também no aumento das possibilidades por meio do exercício do “E se…”.
E se eu me permitir ser algo que eu nem imagino porque ninguém me mostrou como seria ser desse jeito?
Já realizei esse feito em diferentes momentos da minha vida e isso sempre me levou para lugares (às vezes literalmente lugares rsrs) tão cheios de realizações que eu jamais havia imaginado estar.
Há quem se veja autêntico, mas se olhar bem para dentro, vai notar que sua ambição é o medo do seu pai, sua insegurança é o trauma da sua mãe e o seu estilo de vida é só o algoritmo do Instagram te dizendo como agir para se sentir parte de um grupo.
O primeiro exercício que eu faço para mudar a limitação que algumas referência aprendidas me impõe é: como eu agiria diante disso, se eu não me importasse com qualquer coisa supostamente ruim que mudar isso poderia me trazer?
Esse é um caminho para começar a viver quem você realmente é. Porque a maioria das pessoas vive vidas emprestadas daquilo que elas viram em algum lugar.

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