Eu tenho olhado para as coisas com cada vez mais neutralidade, seguindo a linha de pensamento de que muito do que acontece só ganha o peso que a gente decide dar para aquilo. Não precisa de muita experiência nessa prática para entender que isso não funciona para todos os casos, mas, para muitos deles, faz diferença e pode aliviar bastante a possível complicação da vida em alguns cenários. A história que chegou para mim dessa vez e que eu liguei diretamente a esse pensamento foi a de um homem que se animou com um reencontro em meio a uma despedida. No momento de tristeza, ele viveu um pouco de felicidade. E foi julgado por isso. Ao saber da morte da sua madrinha, o homem de quase setenta anos viajou rumo ao velório. Depois de horas dirigindo, ele chegou ao último local em que veria a madrinha e o primeiro onde reencontraria alguns de seus parentes que, pela rotina, há muito tempo não os via. No velório, dentre os encontros, ele conheceu sua sobrinha. Não que ele não a conhecesse a...
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