A doença tomou conta, gente. Não vai ser notícia, mas você já pode checar. É só observar o seu entorno.
O diagnóstico passou a vir diariamente: a maioria das pessoas está sem imunidade e se remediando cada vez mais - o que deixa tudo ainda mais frágil e difícil de conseguir sair da enfermidade.
Quem anos atrás disse "Ninguém está bem", não fazia ideia de que a coisa ia piorar. Piorar muito.
Assim como hoje eu escrevo que a maior parte das pessoas virou a pura doença, é difícil aceitar que logo, logo, nesse ritmo, isso vai levar à pura morte.
Falo da doença que tem a superficialidade e a fragilidade como sintomas.
Falo da morte da vontade de viver com tudo de agridoce que essa experiência nos traz.
A doença mudou o paladar desses enfermos, fazendo com que eles só aceitem o que for docinho. Entram em colapso se alguém trouxer um pouco do amarguinho.
Essa doença acaba com o miolo da pessoa. Pouco a pouco é possível notá-la virando casca, ficando (L)oca.
Você discorda e ela trinca.
Você faz uma piada e ela quebra.
Você não convida e ela esfarela.
A Verdade, essa que sempre foi antídoto por vezes amargo, porém de efeito rápido e com 100% de eficácia, passou a causar mal-estar porque ninguém quer se curar. Preferem remediar.
Todos os dias vejo gente se remediando para facilitar.
Para não se encarar.
Se remediando porque não consegue se controlar.
Para esses debilitados, a causa da doença é sempre o outro.
Repetem o tempo todo que tudo no externo é responsável por suas irresponsabilidades internas.
Se convencem de que a presença dos outros é a culpada pelo seu próprio abandono.
Essas são algumas das alucinações causadas pelo excesso dessas medicações.
Esse texto é teste. Se você sentiu desconforto, deu positivo.

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